30 de agosto de 2011

O tempo

Desespero com o tempo que não passa. A minha mente fica tresloucada sem saber em que pensar. Sinto-me fechado num mundo só meu, impenetrável. Mas o tempo é muito relativo e é difícil de explicar. O tempo são fragmentos de espaço que deixam de ocupar o meu cérebro, pois fico sem ideias ou pensamentos em que me ocupar. Por isso escrevo e espero que estes momentos sejam suficientes para esquecer a loucura em que me sinto entrar. Tento reflectir sobre alguma coisa, mas não surge nada, tão absorvido que estou pelo vazio do tempo. Pergunto-me então o que será o tempo se não o posso ver ou controlar, nem tão pouco palpar. Espero que este momento passe e que o tempo, que não vejo, seja ocupado por novos pensamentos e reflexões. E com o passar do tempo, seja isso o que for, sinto que estou mais preparado para enfrentar o que vier a seguir. A verdade é que o que sinto é um vazio difícil de preencher e que me deixa angustiado por não saber bem o que fazer. Observo o que me rodeia tentando preencher o tempo que falta passar até que surjam novas ideias ou reflexões em que me possa concentrar. Não é fácil abstrair-me da confusão que vai no meu cérebro em que por vezes receio a demência. Para mim é fácil controlar o dito tempo quando sinto um turbilhão de ideias ou pensamentos na mente, pois nesse caso é necessário organizá-los e definir prioridades de concretização dos mesmos. Vale mais uma mão cheia de pensamentos que um vazio de tempo.