O nosso cérebro é um órgão que me
surpreende todos os dias e acho que os cientistas também pois ainda não
perceberam toda a ciência que está por detrás desta máquina. O cérebro capta
sensações e é bombardeado com informação a toda a hora, que tem de processar e
decifrar no mesmo momento em que a recebe. Por vezes a informação é tanta que o
nosso cérebro guarda-a e depois quando estamos a dormir o nosso inconsciente
vai arrumar a “casa”, colocar tudo no seu devido lugar. Por isso é que
sonhamos, o cérebro necessita de colocar cada informação no seu lugar, o que
por vezes pode provocar pesadelos ou sonhos agradáveis dependendo das vivências
que tivemos. Mas o cérebro sempre fascinou ou mais propriamente a mente, essa
coisa que nos faz pensar, reflectir, usar a nossa inteligência. Temos de dar
liberdade à nossa mente para que ela nos guie pelos caminhos do conhecimento,
um caminho vasto que necessário saber pisar. A mente de cada um tem os seus
próprios devaneios ou pequenas loucuras ou testes às próprias capacidades.
Quando experimentamos algo diferente ou mais arriscado ou novo, a nossa mente
responde com sensações várias que depois sentimos no corpo, que podem ser de
euforia, tristeza, inércia, adrenalina etc. Conhecermos a nossa mente dá-nos
poder de controlo, a capacidade de tomarmos decisões, acções, atitudes com
confiança e avidez. As mentes brilhantes que se tornaram mundialmente
conhecidas souberam usar todo o potencial das suas mentes. Conheciam as suas
capacidades, controlavam as suas mentes e usavam todo o seu poder nas suas
áreas de conhecimento. Vou continuar a admirar a mente e ao mesmo tempo
procurar utilizar as capacidades no seu expoente máximo. A mente é um campo
aberto sem horizonte, um mar sem fundo,, o que obriga a que nós tenhamos sempre
a necessidade de absorver informação e que aprendamos a selecciona-la para que
a nossa mente se torne refinada no conhecimento que absorve e que depois
liberta nas nossas vivências diárias. Quanto maior o conhecimento melhor será a
interpretação da vida e os seus resultados mais prometedores. O pior que pode
acontecer à nossa mente é entrar na rotina. Esta deixa de ter informação nova
para processar e entra em
colapso. Uma mente entretida é uma mente ocupada e quem está
ocupado não morre de tédio. Por vezes quando alguém esteve em coma muito tempo
tem depois de reaprender coisas simples como falar, andar etc. Isto acontece
porque a mente deixou de processar informação e então desliga-se e a informação
apaga-se. É importante introduzirmos coisas novas na nossa mente para que esta
substitua as que já não usa há muito tempo. Esta troca de informação permite
viver novas emoções e sensações que nos ajudam a viver melhor a vida, e é bom
estar vivo. Oiço muitas vezes dizer, viver não custa, custa é saber viver. Para
o fazermos temos de ser sedentos de conhecimento, temos de o procurar e depois
deixar que este nos guie no nosso caminho. Rumo à felicidade.
5 de junho de 2012
5 de fevereiro de 2012
Os bons momentos da vida
Neste momento em que escrevo oiço uma música de fundo. Ao mesmo tempo deleito-me com o sabor de uma bolacha com chocolate. É um prazer deixar que o açúcar penetre na minha corrente sanguínea e aguardar pelo bem-estar que vem depois. Um momento saboroso, que podia ser igual a outros tantos, mas que se torna diferente quando se presta atenção. Se de vez enquanto pararmos para apreciar alguns dos momentos que fazem parte da nossa vida, vamos perceber que existem coisas maravilhosas que devem ser apreciadas. De cada vez que o fizermos vamos dando mais valor a cada momento da nova vida. Depois, há-de chegar uma fase da vida em que todos os momentos serão importantes para nós, e todos eles passarão a ser desfrutados com outra atitude. Quando conseguimos viver felizes com a nossa vida passamos a encarar alguns obstáculos como apenas etapas a ultrapassar, apenas mais um momento que deve ser vivido com intensidade e emoção. Em Israel existe o muro das lamentações, também nós devemos criar um muro imaginário para mandar as nossas lamentações e depois seguir em frente. Senão fizermos isso estas irão tornar-se demasiado pesadas para carregar. Costumo ouvir dizer que somos o que pensamos, e pensamos o que somos, por isso não lamentes, sorri para a vida e sorri para quem se cruza contigo. Eu oiço tantas vezes as pessoas a lamentarem-se, que por vezes eu próprio me oiço a lamentar. Mas hoje decidi deixar de o fazer, o que faço a partir de agora é apenas ouvir os meus pensamentos e oiço os primeiros que surgem, pois estes ainda não foram corrompidos pelas opiniões dos outros que nos toldam as nossas. Vou seguir os meus objectivos que tracei para o novo ano com vigor e persistência, com energia e entusiasmo. Um novo rumo foi traçado por mim e estou confiante nos meus intentos. Sinto-me feliz, sou feliz e espero que tu também sejas e estejas feliz. Sim, eu sinto felicidade e sou a felicidade, ela sempre esteve cá dentro, só é preciso encontrá-la e deixá-la sair. Todos temos felicidade dentro de nós, ela apenas está camuflada, superiorizada pelas lamentações, pelas tristezas e frustrações. Limpa-te e renasce, eleva o espírito e vive cada momento como único, com simplicidade e aprecia a beleza da vida.
As Palavras
Gosto de ler, gosto de escrever. Gosto de sentir as palavras. Deixo que estas me toquem, deixo que estas invadam o meu ser, a minha privacidade. As palavras penetram no nosso intimo e mexem com as nossas emoções. Quando deixamos que as palavras nos invadam, estas provocam alegria ou tristeza, amor ou desilusão, gosto ou asco, um inúmero sentir de emoções num momento em que nos devemos deixar levar. As palavras podem ferir ou afagar o nosso ser. Podemos sentir-nos compelidos a deixá-las entrar ou simplesmente fechamos a porta. Quando fechamos um livro as palavras só acabam se quisermos. A nossa imaginação pode continuar a história ou apenas deixar os pensamentos para outro dia. As palavras vão e vêm, só ficam as que nós queremos que fiquem, algumas porque têm de ficar. Sem palavras não somos nada, não somos presente nem futuro, apenas passado. Se as palavras permanecem nós permanecemos com elas e crescemos com elas.
27 de janeiro de 2012
Presos ao tempo
Observo as criaturas que deambulam num espaço fechado. Perdidos, tentam encontrar um modo de estar. Caminham agrupados como as matilhas na floresta. Alguns mais parecem afastados da realidade que os consome. Tentam encontrar um rumo que lhes permita continuar a acreditar que existe uma saída para o mundo em que vivem. Outros há, que extravasam as emoções acumuladas das mais variadas formas. Caminham num passo lento na esperança que o tempo passe. Parecem animais perdidos na mata, agem como se não houvesse ninguém a observá-los. Mas eu observo. E observo o seu modo de andar, como interagem entre eles, os grupos que criam ou a que estão associados, tudo é observável quando o tempo passa devagar. O espaço é curto, mas para eles parece maior, pelo menos tem de parecer senão estariam limitados nos seus pensamentos. Qualquer coisa permite fugir do momento presente. Canta-se, fuma-se, passeia-se, saem de cena. Por vezes o espaço fica vazio e eu fico quase sem nada para observar. Mas eles regressam, é um vai e vem constante. E surgem outros, alguns, sozinhos, vieram para pensar, precisam de um espaço aberto para que os pensamentos respirem. Um deles pára, reflecte, olha para o céu, com as suas nuvens carregadas, cinzentas e aguarda um sinal. Descarregam as suas ideias no ar, sentem-se diferentes, o ar aqui é diferente, respira-se, à menos pressão. O espaço é rodeado por muros, gastos pelas intempéries, com marcas deixadas pelo tempo. Corre uma brisa amena, sente-se o aproximar da chuva que teima em não chegar.
26 de janeiro de 2012
A Austeridade
Anda tudo ao desnorte,
Com a fraca pouco sorte
Que esta crise veio trazer.
O país está desgovernado,
Anda tudo baralhado
E ninguém sabe bem o que fazer.
É o capitalismo instalado,
É os novos carros para o estado,
É a austeridade no ar
E as nomeações a aumentar.
Sacrifícios é o que o estado solicita,
Haja coragem e alguém que o demita.
É preciso paciência para aguentar
Os devaneios de quem está a mandar,
Poucos são os que querem ver,
Que este país está a desaparecer.
Somos um país de história e tradição,
Infelizmente a caminho da destruição.
Alguém tem de parar esta demência
Ou ainda vamos, é perder a independência.
Dos fracos não reza a história,
Mas esta situação há-de ficar na memória.
Os gestores que o país tem,
Já não lembra a ninguém,
Levam as empresas à destruição,
E ainda recebem prémios de produção.
Mas que país é este afinal,
Que privilegia, tudo, o que é ilegal.
Vamos todos indo e vendo,
Onde isto vai chegar,
Entre mortos e feridos,
Alguém se há-de safar,
Os políticos com certeza,
Pois comem todos à mesa.
24 de janeiro de 2012
As emoções
Paro, reflicto,
Escuto com atenção.
Observo a envolvência,
E espero.
Algo há-de surgir
Do fundo do meu ser.
Um sentir diferente
Do interior da minha mente.
As emoções degladeiam-se,
Lutam por um lugar, todas querem emergir,
Mas só algumas vão vencer.
O estado de espírito do momento
Vai ditar as vencedoras.
As emoções são difíceis de gerir e de controlar,
Mas primeiro é preciso senti-las.
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