26 de janeiro de 2012

A Austeridade

Anda tudo ao desnorte,
Com a fraca pouco sorte
Que esta crise veio trazer.
O país está desgovernado,
Anda tudo baralhado
E ninguém sabe bem o que fazer.
É o capitalismo instalado,
É os novos carros para o estado,
É a austeridade no ar
E as nomeações a aumentar.
Sacrifícios é o que o estado solicita,
Haja coragem e alguém que o demita.
É preciso paciência para aguentar
Os devaneios de quem está a mandar,
Poucos são os que querem ver,
Que este país está a desaparecer.
Somos um país de história e tradição,
Infelizmente a caminho da destruição.
Alguém tem de parar esta demência
Ou ainda vamos, é perder a independência.
Dos fracos não reza a história,
Mas esta situação há-de ficar na memória.
Os gestores que o país tem,
Já não lembra a ninguém,
Levam as empresas à destruição,
E ainda recebem prémios de produção.
Mas que país é este afinal,
Que privilegia, tudo, o que é ilegal.
Vamos todos indo e vendo,
Onde isto vai chegar,
Entre mortos e feridos,
Alguém se há-de safar,
Os políticos com certeza,
Pois comem todos à mesa.