26 de abril de 2017

A lembrança

A vida é um oceano sem horizonte, sem tempo, mas cheia de memórias que se esvanecem com a idade, pois estamos sempre a esquecer para lembrar. Quem ler estas linhas que pare para pensar 1 minuto na sua vida e que pense em dois momentos passados que ficaram na memória, depois de relembrares vais ver que afinal esses momentos estiveram esquecidos até agora, vale a pena lembrar para não esquecer.

Ferida que dói e se sente

Esta ferida que sentes e que não quer desaparecer, faz parte do percurso da vida e que é necessário vive-la para se perceber que existem vários caminhos que decidem a nossa vida. Alguns pelos quais todos temos de passar. A vida é feita de bons e maus momentos, mas são os maus momentos que nos fazem raciocinar, reflectir sobre o porquê das coisas. São esses momentos que nos moldam o espírito e a personalidade e nos fazem crescer. Temos é de saber utilizar estas passagens de forma positiva e não pensar que só acontece a nós. A maneira como lidamos com os problemas vai reflectir-se no caminho a seguir. Se perante o insucesso ou desilusão baixarmos os braços, todo o nosso caminho será alterado do seu trilho original.
A mudança é difícil de enfrentar, mas temos de ter a coragem de avançar, avançar para viver.
Por vezes sentimos a vida alterada, sem rumo ou orientação, sentimos uma mágoa no coração.
Todos os medos que nos perseguem vão sempre existir, temos é que saber como os substituir por pensamentos optimistas e acreditar que tudo faz parte da vida e para perceber o seu funcionamento é necessário que vivamos os problemas para os percebermos e podermos enfrentá-los.

O Amor

A minha mente expande-se no infinito, imperceptível ao meu olhar. A minha visão é ferida pela dor do sofrimento que trespassa o meu coração, já demente pela perda do meu amor.
Sinto o raciocínio esvair-se no ar. A demência torna-se evidente perante o meu esforço de reagir, sem no entanto nada poder fazer. Sinto o meu espírito entrar em ascensão.
A minha mente torna-se leve e abandona o meu corpo.
Escrevo esta carta a ti, por amor, porque tu és simples. Lembro-me dos momentos em que estamos sentados um perto do outro e oiço a tua voz maravilhosa e que há tanto tempo me é familiar aos ouvidos. Para mim és um verdadeiro encanto de mulher, uma pessoa que me compreende, às vezes. Tu preenches o vazio que há em mim e assim fazes-me feliz.

O tempo

Desespero com o tempo que não passa. A minha mente fica tresloucada sem saber em que pensar. Sinto-me fechado num mundo só meu, impenetrável. Mas o tempo é muito relativo e é difícil de explicar. O tempo são fragmentos de espaço que deixam de ocupar o meu cérebro, pois fico sem ideias ou pensamentos em que me ocupar. Por isso escrevo e espero que estes momentos sejam suficientes para esquecer a loucura em que me sinto entrar. Tento reflectir sobre alguma coisa, mas não surge nada, tão absorvido que estou pelo vazio do tempo. Pergunto-me então o que será o tempo se não o posso ver ou controlar, nem tão pouco palpar. Espero que este momento passe e que o tempo, que não vejo, seja ocupado por novos pensamentos e reflexões. E com o passar do tempo, seja isso o que for, sinto que estou mais preparado para enfrentar o que vier a seguir. A verdade é que o que sinto é um vazio difícil de preencher e que me deixa angustiado por não saber bem o que fazer. Observo o que me rodeia tentando preencher o tempo que falta passar até que surjam novas ideias ou reflexões em que me possa concentrar. Não é fácil abstrair-me da confusão que vai no meu cérebro em que por vezes receio a demência. Para mim é fácil controlar o dito tempo quando sinto um turbilhão de ideias ou pensamentos na mente, pois nesse caso é necessário organizá-los e definir prioridades de concretização dos mesmos. Vale mais uma mão cheia de pensamentos que um vazio de tempo.

Pensamentos do momento

Neste momento que escrevo, vive em meu redor um silêncio que me assusta. Um silêncio que permite que a minha mente por breves momentos assista a um sentir de sensações que noutro momento não era possível. Antes de escrever estas linhas tinha-me levantado para perceber que estava acordado. Oiço os meus próprios passos que por vezes mais parecem não ser os meus, tal é o silêncio. O silêncio que me permite prestar atenção a pequenas coisas que normalmente me passam despercebidas. Oiço atentamente o cair da chuva, uma chuva miúda que cai constantemente, mas com serenidade, que até me permite estar calmo. O ouvir a chuva cair dá-me alguma tranquilidade e conforto, sonhando acordado com o lar. Observo o espaço que me rodeia e presto atenção às paredes que estão desgastadas pelo tempo. A chuva entretanto aumenta o seu caudal e o silêncio deixa de existir. Foram bons os momentos que senti até então. Faz bem à mente, de vez enquanto, reflectir sobre as pequenas coisas que fazem parte da nossa vida, mas que por vezes não temos oportunidade de reparar. Acabo de fazer uma pequena leitura sobre diversos assuntos, deveras interessantes, e que me permite nesta solidão de dar algum valor. Gosto de escrever o que sinto, mesmo sabendo que por vezes é difícil de escrever sobre as emoções do momento ou até de pequenos pensamentos que vão surgindo. A chuva intensifica a sua força, a sua ira, pois agora é bem audível o seu cair. Foi-se o silêncio, mas fica a reflexão que me permite mais uma vez sentir que estou vivo.

14 de março de 2017

The change

I have the hope
That one day something will change
In a better way
With no troubles, no worries
To stand along.
And I believe, things are getting better
For everyone
So don´t stop now, keep going forward
And you will find the peace inside you
You have the strenght, you have the power
Just let it go, and tell the others
You are alive, you are free to choose your path
So don´t be shy and open your mind
Open your heart and show the others
You are coming back
Fight against the troubles, thouse evil eyes
That keep you block to see the sky
There are no limits to inspiration
You just believe in self creation
The change is there, keep look around
Open your heart and you will be strong
When you find the peace
You will be ok, and from now on you will find your way,

You will find your way.

Aceitação e Resistência

Quando sentes que estás encurralado num limbo de indecisões, pára. As várias situações com que nos vamos deparando na vida não são imutáveis, não são eternas, pelo menos só o serão se nós aceitarmos que o são. Segundo um Guru Indiano, há duas coisas que nunca devemos fazer. E, por concordar com elas, e achar que o conhecimento deve ser partilhado, aqui vai. Primeiro, não devemos aceitar. Quando nos resignamos perante uma situação que ocorre na nossa vida, que a aceitámos, vamos tornar-nos preguiçosos. A aceitação leva à preguiça e deixámos de tentar. Focámo-nos demais num ponto de vista, quando podemos e devemos ver o todo e não nos focarmos apenas num ponto. Se olharmos para um muro branco, marcarmos um X e focarmos a atenção nesse X, todo o resto do muro, toda a sua envolvência vai deixar de ter importância, porque o nosso foco, interesse está apenas num ponto quando deveríamos ver todo o muro e ainda assim veríamos o X também. Também podemos ver a nossa vida assim focada apenas num X, ou podemos vê-la a 360º, o que será bem mais interessante. Quando a preguiça se instala, deixamos de tentar, deixamos de melhorar, de evoluir. E o ser Humano foi feito para evoluir ao longo do tempo, sempre com a perspetiva da superação e adaptação ao meio circundante. Se nos deixamos acomodar, se aceitamos o que temos deixamos de evoluir.
Em segundo lugar, não devemos resistir. Não no sentido de deixar de tentar, de não ser resiliente, mas no sentido de perante um obstáculo e na falta de soluções continuarmos a insistir numa luta que apenas nos vai tornar impotentes, nos vai enfraquecer. Quando resistimos a algo e essa resistência não alcança os objetivos que pretendemos, além de nos tornar mais fracos, leva à desmotivação, ao desalento. Isto leva-nos à primeira situação que falei, ou seja, acabamos por aceitar a situação em que nos encontramos, deixamos de ser resilientes e isso leva-nos à preguiça, deixamo-nos acomodar e mais uma vez não alcançamos os nossos objetivos. O que devemos fazer então?

Mudar de direção. Tal como quando vamos a conduzir um automóvel e nos deparamos com um obstáculo podemos três coisas. Aceitar que o obstáculo está à nossa frente e ao aceitá-lo, não fazemos nada, somos preguiçosos e vamos na direção do obstáculo até batermos nele, ou tentamos resistir e aceleramos na esperança que o carro abalroe o obstáculo e o consiga passar sem nos magoarmos, ou ficamos encostados ao obstáculo na tentativa de o derrubar, o que pode nunca vir a acontecer. A melhor opção seria mudar de direção. Podemos virar o volante para a esquerda, ou para a direita e mudando de direção superamos o obstáculo sem nos deixarmos vencer por ele, sem enfraquecermos e sem perdermos a motivação para ultrapassar os desafios futuros. Quando não podemos simplesmente mudar de direção, seja para a direita ou para a esquerda, podemos sempre recuar, observar o obstáculo de outra perspetiva ou encontrar outro caminho que nos leve ao lugar que queremos. Por vezes é importante sabermos recuar para avançar. Aprender com os erros, fazer de maneira diferente são sempre melhores opções do que simplesmente aceitar ou resistir a um problema na nossa vida. Mas para sabermos qual a direção a seguir temos de desenvolver a nossa consciência. A consciência do que somos, de quem somos, do que queremos e para onde queremos ir. Para além de desenvolvermos uma consciência do nosso eu interior, que nos auxilia a ter uma melhor perceção do que nos rodeia, vamos ser mais capazes de identificar o que nos move na vida. É muito importante ter bem presente na nossa vida o que nos faz sair da cama de manhã. Ter uma motivação na vida, algo que te leva a alcançar metas e objetivos. É esta tomada de consciência para as nossas motivações, que nos permite libertar de amarras e seguir em frente. Mas, para o podermos fazer temos de seguir as nossas convicções sem nos deixarmos levar por opiniões dos outros, que por vezes querem ser eles a viver a nossa vida. Quando permitimos que outros interfiram nas nossas motivações, naquilo que nos move, ficamos parados sem podermos evoluir. Vou dar um exemplo do que disse até agora. Muito ouvimos falar das pessoas que estão insatisfeitas com o seu trabalho, relação amorosa, vida pessoal ou financeira. Ouvimos o seu pessimismo, os seus desabafos, as suas intenções do que gostaria de fazer, sem no entanto fazer algo para esse seu obstáculo. O que acontece normalmente são duas coisas. A Aceitação, ou seja, a instalação da preguiça, a resignação perante a situação em que se está, uma fase em que apesar de não se estar bem, aceitamos que ficaremos sempre assim. Por outro lado, outros estão na fase da Resistência. Tentam resistir contra todo e contra todos, pensando que a situação em que se encontram alguma vez há-de mudar, mesmo que estes apesar da resistência que estão a realizar os enfraqueça, os adoeça, os torne frágeis. Acontece muito isto com as relações amorosas, em que uma ou ambas as partes tentam resistir, seja ao fim de um namoro ou de casamento, ou à violência física ou psicológica. Quanto mais resistem mais impotentes ficarão sem que encontrem a solução. Mas, se tentassem mudar de direção, talvez vissem os seus problemas resolvidos. Mudar de direção significa olharmos para dentro de nós em primeiro lugar. Ver o que precisamos de mudar. Muitas vezes ao conseguirmos identificar o que precisamos de mudar no nosso interior, vamos assistir às mudanças que queremos no exterior, em tudo ao nosso redor. Esta mudança de direção significa fazer de maneira diferente. Temos de pensar o que fizemos até agora, mas acima de tudo, saber o que ainda não fizemos. È necessário ver as situações a 360º, não nos focarmos apenas no problema, mas sim na solução, pois o problema já existe e não vai desaparecer sozinho. Quando temos um trabalho, que achamos que não gostamos, isto acontece porque estamos habituados a ver apenas o que este tem de mau. Mas não será assim com toda a gente. Então o que farão algumas pessoas quanto a isto? Elas não aceitam nem resistem a esta situação, mudam de direção. Apenas passam a ver os aspetos positivos do seu trabalho, pois os negativos nunca vão desaparecer, por mais que queiram aceitá-los ou resistir a eles. Quando colocamos os aspetos positivos acima dos aspetos negativos, estes passam a ser dominantes e serão estes que passarão a influenciar a nossa vida. Mesmo que alguém queira mudar de trabalho é sempre mais fácil quando nos sentimos bem, quando temos energia e motivação. Ao entrarmos neste estado de consciência tudo é possível. Em todos os ouros aspetos da vida é igual. Faz de maneira diferente, muda de direção e vê a mudança acontecer.