A minha mente expande-se no infinito, imperceptível ao meu olhar. A minha visão é ferida pela dor do sofrimento que trespassa o meu coração, já demente pela perda do meu amor.
Sinto o raciocínio esvair-se no ar. A demência torna-se evidente perante o meu esforço de reagir, sem no entanto nada poder fazer. Sinto o meu espírito entrar em ascensão.
A minha mente torna-se leve e abandona o meu corpo.
Escrevo esta carta a ti, por amor, porque tu és simples. Lembro-me dos momentos em que estamos sentados um perto do outro e oiço a tua voz maravilhosa e que há tanto tempo me é familiar aos ouvidos. Para mim és um verdadeiro encanto de mulher, uma pessoa que me compreende, às vezes. Tu preenches o vazio que há em mim e assim fazes-me feliz.