Neste momento em que escrevo oiço uma música de fundo. Ao mesmo tempo deleito-me com o sabor de uma bolacha com chocolate. É um prazer deixar que o açúcar penetre na minha corrente sanguínea e aguardar pelo bem-estar que vem depois. Um momento saboroso, que podia ser igual a outros tantos, mas que se torna diferente quando se presta atenção. Se de vez enquanto pararmos para apreciar alguns dos momentos que fazem parte da nossa vida, vamos perceber que existem coisas maravilhosas que devem ser apreciadas. De cada vez que o fizermos vamos dando mais valor a cada momento da nova vida. Depois, há-de chegar uma fase da vida em que todos os momentos serão importantes para nós, e todos eles passarão a ser desfrutados com outra atitude. Quando conseguimos viver felizes com a nossa vida passamos a encarar alguns obstáculos como apenas etapas a ultrapassar, apenas mais um momento que deve ser vivido com intensidade e emoção. Em Israel existe o muro das lamentações, também nós devemos criar um muro imaginário para mandar as nossas lamentações e depois seguir em frente. Senão fizermos isso estas irão tornar-se demasiado pesadas para carregar. Costumo ouvir dizer que somos o que pensamos, e pensamos o que somos, por isso não lamentes, sorri para a vida e sorri para quem se cruza contigo. Eu oiço tantas vezes as pessoas a lamentarem-se, que por vezes eu próprio me oiço a lamentar. Mas hoje decidi deixar de o fazer, o que faço a partir de agora é apenas ouvir os meus pensamentos e oiço os primeiros que surgem, pois estes ainda não foram corrompidos pelas opiniões dos outros que nos toldam as nossas. Vou seguir os meus objectivos que tracei para o novo ano com vigor e persistência, com energia e entusiasmo. Um novo rumo foi traçado por mim e estou confiante nos meus intentos. Sinto-me feliz, sou feliz e espero que tu também sejas e estejas feliz. Sim, eu sinto felicidade e sou a felicidade, ela sempre esteve cá dentro, só é preciso encontrá-la e deixá-la sair. Todos temos felicidade dentro de nós, ela apenas está camuflada, superiorizada pelas lamentações, pelas tristezas e frustrações. Limpa-te e renasce, eleva o espírito e vive cada momento como único, com simplicidade e aprecia a beleza da vida.
5 de fevereiro de 2012
As Palavras
Gosto de ler, gosto de escrever. Gosto de sentir as palavras. Deixo que estas me toquem, deixo que estas invadam o meu ser, a minha privacidade. As palavras penetram no nosso intimo e mexem com as nossas emoções. Quando deixamos que as palavras nos invadam, estas provocam alegria ou tristeza, amor ou desilusão, gosto ou asco, um inúmero sentir de emoções num momento em que nos devemos deixar levar. As palavras podem ferir ou afagar o nosso ser. Podemos sentir-nos compelidos a deixá-las entrar ou simplesmente fechamos a porta. Quando fechamos um livro as palavras só acabam se quisermos. A nossa imaginação pode continuar a história ou apenas deixar os pensamentos para outro dia. As palavras vão e vêm, só ficam as que nós queremos que fiquem, algumas porque têm de ficar. Sem palavras não somos nada, não somos presente nem futuro, apenas passado. Se as palavras permanecem nós permanecemos com elas e crescemos com elas.
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