Gosto de ler, gosto de escrever. Gosto de sentir as palavras. Deixo que estas me toquem, deixo que estas invadam o meu ser, a minha privacidade. As palavras penetram no nosso intimo e mexem com as nossas emoções. Quando deixamos que as palavras nos invadam, estas provocam alegria ou tristeza, amor ou desilusão, gosto ou asco, um inúmero sentir de emoções num momento em que nos devemos deixar levar. As palavras podem ferir ou afagar o nosso ser. Podemos sentir-nos compelidos a deixá-las entrar ou simplesmente fechamos a porta. Quando fechamos um livro as palavras só acabam se quisermos. A nossa imaginação pode continuar a história ou apenas deixar os pensamentos para outro dia. As palavras vão e vêm, só ficam as que nós queremos que fiquem, algumas porque têm de ficar. Sem palavras não somos nada, não somos presente nem futuro, apenas passado. Se as palavras permanecem nós permanecemos com elas e crescemos com elas.