Adoro a troca de ideias, de
pensamentos, pois só assim é possível completar o que somos como indivíduos inseridos
numa comunidade e por sua vez numa sociedade. Ao fazermos este exercício mental
permite-nos crescer pessoalmente e tornarmo-nos mais ricos em conhecimento. É
com o acumular destes saberes, um pouco de cada um, que obteremos a sabedoria,
a paz de espirito e sentirmo-nos equilibrados com a vida. Só com equilíbrio a
vida faz sentido. Quando partilhamos algum saber, este passa de pessoa em
pessoa, enriquecendo ainda mais o que nos foi transmitido e perdurando no
tempo. Se eu aprender algo de novo e o guardar só para mim, este conhecimento
acaba por cair no esquecimento, no descabido, na inutilidade. O que adquirimos
deve ser discutido para elevar o conhecimento a outro nível, ao nível da
eloquência. O aprendermos coisas novas vai permitir que tenhamos uma visão mais
abrangente de tudo o que nos rodeia, tudo passa a fazer mais sentido quando
olhamos a mesma coisa sobre várias perspetivas. Quando se ouve a expressão “pensar
fora da caixa”, significa que devemos tentar ir sempre mais além do que aquilo
que nos parece. Não devemos ficar satisfeitos apenas com o conhecimento que nos
é muitas vezes incutido, quase formatado, sem pelo menos questionarmos o porquê
de ser assim. É ao partilharmos o conhecimento, o saber, discutindo-o e ouvindo
novas opiniões que conseguimos obter uma abrangência maior de sabedoria que perpassa
o conhecimento adquirido por base simples. O conhecimento torna-se mais
complexo quando adicionamos as várias opiniões de cada um, acrescentando por
vezes experiências de vida que enriquecem ainda mais o que aprendemos todos os
dias. Quando perdemos o entusiasmo pelo saber, perdemos um pouco o sentido de
vida, de propósito. O conhecimento consegue limar as nossas arestas da
imperfeição, não que seja para nos tornar perfeitos, mas serve para nos tornar
menos imperfeitos. Quando encontro algo de novo para aprender, sinto um sorriso
interior que me satisfaz e me deixa extasiado por uma nova experiência.
24 de setembro de 2015
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