30 de agosto de 2011

A descoberta

Há já algum tempo que a minha perspectiva da vida tem vindo a mudar. Isto deve-se às circunstâncias da vida que me fazem indagar sobre o meu interior, sobre quem sou eu, numa descoberta incessante de perceber o que faço na terra e o que será da minha pessoa nos anos vindouros. Neste momento o que pretendo da vida é apenas o de viver o dia-a-dia, o momento presente mas sempre com o olhar no dia de amanhã. Tenho lido muito, um pouco de tudo, mas sobretudo tento explorar novas temáticas que me façam reflectir sobre a minha existência. Tento descobrir um pouco mais sobre as energias do corpo e da mente. Capacidade que acho que todos temos mas que a maioria não procura desenvolver ou compreender. Várias vezes acordo com muita energia ou por vezes sinto-me enfraquecido. Esta energia que sinto existir mas que em certas alturas está adormecida. É necessária então uma mentalização interior para descobrir essa energia e potencia-la para o exterior. Tenho vindo a interessar-me pela cultura oriental que dá muito valor à questão das energias e que fazem uso dela no seu quotidiano como forma de desenvolvimento interior e auto-conhecimento. Já tive experiências fantásticas de sensações de energias. São sensações de calor, de euforia e bem-estar. Um estado efusivo que me contagia num todo. Uma sensação de controlo mesmo que temporário. Toda esta energia deve ser canalizada para a parte mental, pois esta controla todo o resto. È uma energia que começa nos pés e sobe até à cabeça. Quase que me sinto a levitar tal a sensação de leveza de espírito que sinto nestes momentos. É uma energia adormecida que acredito que permanece no meu interior mas que necessito descobrir como a despoletar mais vezes em situações de enfraquecimento. Mas este conhecimento faz parte da minha descoberta interior, a procura do meu “eu” que sinto que ainda não encontrei. Há uma sensação de vazio que ainda não preenchi mas que continuo a procurar. Um caminho de descoberta que tenho de percorrer com o intuito de melhorar todos os dias. É esta procura por um sentido de vida mais prático, do senso comum, tentando afastar-me do conhecimento científico que na minha opinião não permite a descoberta total da paz interior. Penso que muita gente procura, contudo sem fazer por isso, a sua paz interior, uma forma de vida tranquila, sem o stress do dia-a-dia. Mas para isso acontecer temos de fazer acontecer. Não podemos limitar-nos a esperar que as mudanças aconteçam sozinhas. Esta mudança tem de começar em nós, dentro de nós, numa tentativa de conhecermos quem realmente somos. A vida sorri a quem procura sorrir. Todos temos um caminho a seguir que pode ser mais fácil ou mais penoso, depende como enfrentamos os obstáculos, as vicissitudes que a vida tem para nós. E é na observação dos acontecimentos da vida que tento reflectir sobre as decisões tomadas nas diversas situações que me surgem. Tento perceber o porquê de determinada decisão ou escolha e a influência que isso tem na vida quer ao nível da família quer ao nível do eu interior. Quantas vezes nos martirizamos pelas decisões que tomamos sem no entanto reflectirmos sobre o que aprendemos com isso, o que nos fez mudar. São estas pequenas mudanças que nos afectam, que nos vão moldando ao longo do tempo e que nos faz quem somos. Pessoas melhores ou piores, mais íntegras ou menos íntegras, mais conhecedoras ou não de nós próprios. Nas minhas viagens de carro solitárias são várias as minhas divagações mentais. É um momento para deixar o meu corpo físico e dedicar-me à minha busca interior numa perspectiva de me encontrar espiritualmente. É uma viagem pelo tempo passado, numa tentativa de melhorar o futuro. Uma reflexão que me deixa mais feliz pelo autoconhecimento que alcanço e me permite continuar a evoluir.